Não sei se é longe de ti que quero ficar!
Muito menos sei se é onde estou que quero estar...
Já não me conheço, mas de ti não me esqueço.
O passado, esse não podemos mudar...
Mas no futuro, ninguém me vai impedir de te amar.
A mim não há quem pegue, só me encontro e só ficarei... Os cacos do meu coração já colei, e mais não te direi. A vida é uma só e como tal mais vale passa-la só que mal acompanha... As lágrimas, a essas leva-as o vento, tal como todos aqueles que amei. O futuro só Deus sabe, e quem sabe se no meu futuro, não serei eu "Inês" dona, do teu coração, Pedro.
Sombra
O castelo de areia ruiu, as princesas perderam as suas tiaras, os príncipes deixaram fugir os seus cavalos brancos. O mundo dela desabou, um mundo de Alegria e Fantasia, de Romance e Paixão, já nada disso existia apenas, uma história de um passado ainda recente, e ao qual não havia nada mais a acrescentar. Mais uma vez, a donzela ficou sozinha no alto da torre, uma torre velha como tempo, fria como o inverno e negra como a alma daquele que a deixou. Ele prometeu ama-la, e ficar com ela acontece-se o que acontece-se, mas ele era fraco e decidiu abandonar a sua amada. Tinha medo de ama-la, medo de seguir em frente e ser feliz ao lado da rapariga com que sempre sonhou. E assim foi, a donzela e o cavaleiro separados, seguindo caminhos diferentes. Mas ambos ainda tinham algo em comum... Continuavam a amar-se, como no inicio, como quando se beijaram pela primeira vez uns quantos anos antes quando o cavaleiro tirou a donzela da terrível torre que a prende, de novo.