sexta-feira, 6 de junho de 2025

Volto noutra vida

Mesmo que a vida te leve
Mais cedo que eu
Eu quero sempre lembrar me
De ti ao pé de mim

Mesmo que o tempo acabe
E a história fique por escrever
Eu volto noutra vida
e escrevo só para te ver

Entre a vida e a morte está uma linha ténue
Tão ténue quanto o que separa o amor da dor
Ou da dor de sentir, da dor de amar.

Tenho tantas canções na minha cabeça
Poemas sem fim,
E um rol de letras inacabadas...

A conexão entre elas são os meus demónios,
os pensamentos assoberbados...
Aqueles que têm acompanhado a minha mente ao longo dos anos

O Fernando dizia não ser nada,
contudo, para mim já foi tudo
O único que conseguiu tocar a minha alma.

Tenho a cabeça tão cheia
que mais parece que eu vou rebentar
Tanto para dizer, mas tão pouca vontade de falar

Tenho letras espalhadas na minha cabeça
Frases soltas à espera que a conexão apareça.

Muito coração e pouca razão 
"Calma", dizem eles,
Mas quem tem alma, não tem calma.

E eu sinto muito, mas não... 
Eu não sei não sentir nada
Sinto sempre tudo e nunca o nada
O que é que eu posso fazer?

Teria tanto que escrever!
Das palavras que deixámos por dizer,
Às aventuras que ficaram por viver...

Mas mesmo que o tempo te leve
E que entres na balsa de Caronte antes de mim
Escreverei mil e um poemas
E contarei a nossa história a todos depois de mim

E se no dia que eu expirar
a história do nosso amor continuar por contar
E volto noutra vida, 
para te poder encontrar.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Poema à Beira Mar

Dizem que da dor nasce a arte
Que não fosse eu artista, 
E não sentisse esta dor...
Porque mesmo na tua partida,
Vou continuar a amar te 
E a sentir o teu abraço
Repleto de amor.
Choro à beira mar
Para a tristeza partir,
E as minhas lágrimas 
O mar levar...

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Memórias daquela madrugada

Era noite cerrada e no horizonte só se via o nevoeiro, a chuva miudinha batia contra a janela da sala, era meia noite, três horas tinham passado e ele ainda não tinha voltado, disse que não demorava que era só um convívio de amigos lá da tropa, mas cá dentro eu sabia que algo mais se passava, pois um medo sombrio assolava a minha alma. Perguntei-lhe onde era o encontro mas fugia de me dar uma resposta como o Diabo foge da cruz, apenas me disse "Logo saberás...", deu-me um beijo e saiu.
Já se sentiam os ventos da mudança há algum tempo, apesar de desejar tanto quanto ele que as coisas ganhassem um novo rumo no fundo tinha receio, medo que ele se metesse de novo em sarilhos com a polícia política, já tinha sido um bico de obra, meses antes trazê-lo de volta lá da sede deles no Chiado. Passavam cerca de 20 minutos depois da meia noite quando me bateram à porta, era a dona Elvira do 1º andar estranhamente animada e ansiosa "liga a telefonia filha!" dizia, "mete na Renascença...está na hora minha filha!" meio confusa, atendi ao seu pedido, não estava a compreender nada do que estava a acontecer naquele momento, não me agradava muito a ideia de ligar o rádio, na realidade até disso tinha medo (afinal ainda na semana passada a PIDE tinha passado a nossa porta todas as noites, deviam de andar a ver se estávamos a ouvir a Rádio Moscovo provavelmente), a única coisa que sabia é que tinha a ver como meu Manuel e isso não me deixava o coração sossegado.
Apesar de inquieta e extremamente confusa lá liguei o rádio e foi então que percebi a alegria desmedida que se refletia na cara da dona Elvira, pela voz de Zeca Afonso soava bem alto na Rádio Renascença "Grândola, Vila Morena", e ali eu soube que os rumores eram verdade, os dados já tinham sido lançados e o plano já estava em andamento, o nevoeiro não anunciava a chegada de D. Sebastião mas trazia a primeira brisa de liberdade.
 
Nunca tinha conhecido outro modo de vida sem ser aquele, beijar o meu namorado só às escondidas pois corria o risco de levar uma coima e ficar com a cabeça rapada, não podíamos pensar e muito menos falar, não podia ler os livros que queria nem mesmo ouvir a música que me apetecia, na rádio, na TV e nos jornais só passavam programas e só era escrito o que fosse aprovado pelos agentes de censura e pelo seu “lápis azul”, ter opiniões diferentes era um risco e mais ainda se fossem contrárias ao regime, as pessoas nem se podiam juntar em grupos para falar ou trocar opiniões sem correrem o risco de ser presas.

Nós mulheres, estávamos ainda mais limitadas! As mulheres casadas só podiam viajar para fora com autorização do marido e até a correspondência delas eles podiam abrir e pior se quisessem, os maridos podiam ir pedir aos patrões das esposas para que estas fossem despedidas e divórcio nem sequer era a opção nem mesmo se fossem vítimas de violência doméstica, eu e o Manel nem pudemos casar porque eu era enfermeira e na época esse direito estava vedado a todas as mulheres que fossem não só enfermeiras mas também as telefonistas e as hospedeiras e as professoras tinham de ter uma autorização do Governo para o poder fazer, a carreira não passava na zona onde vivia e eu tinha de ir a pé para o trabalho porque até para andar de bicicleta era preciso licença e eu não tinha, o direito ao voto só se tivéssemos o ensino secundário mas também não valia de muito votar pois as eleições não eram livres nem democráticas, enquanto andei na escola as raparigas e os rapazes não tinham aulas juntos nem podiam confraternizar e todos os dias à entrada da escola mediam a minha saia porque não podíamos ter os joelhos à mostra e nas aulas nem podíamos ter os braços descobertos, para podermos tomar banhos na praia tínhamos de estar quase tão vestidas como para andar na rua, ai da mulher que se atrevesse a usar bikini em vez de um fato de banho… Ser mulher era ser penas e só, submissa a tudo e todos e uma “máquina” de fazer e parir bebés, “Deus, Pátria e Família” diziam eles, e era só isso que importava e nada mais. 

No meio de tudo isto, posso dizer que até tive sorte pois tive um bom homem a meu lado que já na época pensava fora caixa e sempre me tratou como igual e não como inferior como a maioria de nós mulheres eram tratadas, mas ainda assim o medo era constante, medo de pensar, falar e às vezes até mesmo medo de simplesmente existir. 
As injustiças quanto ao simples facto de ser mulher eram mais que muitas e uma realidade bastante vincada, a vida era assim e eu não conhecia outro tipo de realidade até aquela madrugada chegar.
Até à chegada daquela madrugada eu só sobrevivi.

Enquanto tentávamos ouvir mais alguma informação nas outras estações de rádio ao sintonizar na Rádio Clube Português, eu e os vizinhos (que entretanto se juntaram a mim e à dona Elvira para ouvir os comunicados através do único rádio do prédio, que era o nosso) ouvimos aquele que seria o primeiro comunicado oficial do MFA eram nesse momento 4h26 da manhã. Decidimos então, que os vizinhos mais idosos ficariam por enquanto em casa enquanto eu e os outros dois casais mais novos iríamos até à Rua Augusta, ao café do senhor João tentar saber mais novidades sobre as movimentações das unidades militares lá na zona onde morávamos. Mais e mais civis se juntavam nas ruas, muitos sem ainda perceber o que estava a acontecer e consequentemente com bastante receio de possíveis represálias caso tudo acabasse por dar para o torto.

Após uns momentos de impasse sobre o que haveríamos de fazer e para onde nos havíamos de nos dirigir ouvimos na rádio o quarto comunicado que se dirigia especificamente às forças de segurança e minutos depois o som da liberdade fez se ouvir no rugir dos tanques e jipes da coluna da EPC liderada pelo Cap. Salgueiro Maia, eram 5h50 quando montaram o cerco na Rua do Ouro e ocuparam o Banco de Portugal e a Rádio Marconi, ali mesmo nas nossas barbas a revolução a acontecer! Nós cinco "apanhados"sem querer onde tanto estava prestes a acontecer e foi então que no meio a multidão ouvi a voz do meu Manuel chamar pelo meu nome, "Alice!! Alice meu amor!!" e fiz o impensável, corri na sua direção, saltei para os seus braços e beijei o sem me preocupar se estava no meio da rua, no meio da multidão, se a polícia estaria a ver ou não, a liberdade tinha chegado e começava a ver se nos pormenores, nas pequenas coisas, nas conquistas que iam acontecendo passo a passo, não só ali em Lisboa mas um pouco por todo o país. O meu coração sossegou ao ter o meu Manuel novamente comigo, já tinha pensado em todos os cenários trágicos possíveis para justificar a sua ausência, estava feliz como eu nunca tinha visto, ele era um revolucionário nato, sempre em sarilhos por colar propaganda anti regime nas paredes das ruas e ruelas do centro de Lisboa já tinha levado tantas tareias da PIDE que cheguei mesmo a achar que o tinham apanhado e "calado" de vez, como fizeram com o meu primo Júlio uns meses antes, tinha apenas 20 quando o torturaram e espancaram até à morte. Enquanto contávamos um ao outro o que cada um tinha feito durante aquela madrugada, a passo acelerado, fomos seguindo os tanques e a multidão que iam descendo em direção ao Terreiro do Paço.

"Passei em casa para te ir buscar mas não estavas, fiquei desesperado a pensar que te tinham vindo buscar para te interrogar, mas a dona Elvira apareceu e contou me o que aconteceu, passei no café do senhor João, mas, até ele já tinha fechado a porta e saído à rua, foi então que me lembrei que um dos comunicados pedia ao pessoal médico para se dirigir aos hospitais e vinha avisar a malta que ia lá à tua procura....e foi quando te vi."

- “Com que então um encontro com os teus colegas da tropa... Devias ter me contado, fiquei tão preocupada!"

- "Era perigoso saberes, foi para te proteger, e a dona Elvira só sabia porque tem trabalhado connosco a passar informação, nunca ninguém desconfiou dela, afinal quem é que ia desconfiar de uma velhinha, por isso deixei-a encarregue de te passar a mensagem mas com o mínimo de informação possível, sabia que irias ter a coragem de sair à rua para saberes o que se passava!"

- "Ponderei bastante antes de sair de casa, tive tanto medo, mas a insistência da dona Elvira fez-nos decidir que vínhamos nós cinco mais novos, podia ser perigoso para ela e para os outros vizinhos mais idosos."

- "Sim fizeram bem, nem nós sabíamos ao certo como é que isto ia correr, graças Deus tem corrido tudo conforme o planeado e sem incidentes até agora, pelo menos...espero que continue assim, já chega de sangue derramado por causa deste regime, as coisas tinham de mudar."

- "E com isto tudo já são quase 6h da manhã..."

- "Dá-me a mão, não te quero perder no meio da multidão...Vamos!"

- "Mas vamos onde?"

- "Vamos para ao pé dos rapazes, eles estão à nossa espera, e além disso acredita...vais querer ver as coisas a acontecerem de perto!"


Eram 6h da manhã quando a Escola Prática de Cavalaria entrou no Terreiro do Paço e foi nessa altura que o Capitão Salgueiro Maia informou o Posto de Comando, "Informo que ocupamos Toledo, Bruxelas e Viena.", no mesmo momento caiu me a ficha e os meus olhos encheram se de lágrimas, mas desta vez eram lágrimas de alegria jamais pensei viver o suficiente para conseguir ver aquele momento chegar.

Até à chegada daquela madrugada eu só tinha sobrevivido, mas naquele momento sentia-me mais viva do que nunca! A liberdade acabava de chegar e tinha vindo para ficar. Naquela madrugada a minha vida mudou para sempre. Depois daquela madrugada chegar tudo mudou, o país foi liberto da ditadura, do medo e de todas as formas de censura. Depois daquela madrugada chegar o povo ganhou voz para se poder expressar.

Para mim 25 de Abril de 1974 está marcado como o primeiro dia do resto da minha vida, porque depois daquela madrugada eu deixei de sobreviver e aprendi a viver.

Alice

(Este é um conto ficcional baseado em factos verídicos)

terça-feira, 26 de março de 2024

A todas as "Auroras"...

"Prometo que foi a última vez, desculpa eu vou mesmo mudar" foi o que ela ouviu quando ainda estava caída no chão da sala, a tentar limpar o sangue que lhe escorria do nariz, com a ponta da manga do seu hoodie.

Já tinha perdido a conta das vezes que ouvira aquela frase, uma frase mais antiga que ela própria e que tantas outras também ouviram antes dela. 

Na sua cabeça, tentava lembrar-se de como é que tudo aquilo tinha começado, em que ponto da sua vida tinha havido tamanha falta de coragem que a tivesse impedido de se defender e impor da primeira vez que ele lhe levantou a mão, já nada lhe fazia sentido, tinha a cabeça a andar a roda e tudo o que se passou de seguida parecia uma cena de um filme em câmara lenta quando na realidade não passou de uma fração de segundos... 

Uma súbita força vinda dos confins da sua alma oprimida fizeram na levantar, e é aqui que começa o problema, pois o problema de todos os agressores é nunca contarem que vai haver um dia que a sua vítima vai reagir tal e qual como um animal selvagem ferido, e na vida selvagem vale tudo para sobreviver. 

Nem pensou, num impulso primitivo e selvagem limitou-se a sobreviver, pegou no cinzeiro de pedra, que se encontrava em cima da mesa de centro à frente do sofá, e deu com ele na nuca do seu companheiro. 

Caiu no chão inconsciente. Que frágil lhe parecera agora o seu habitual agressor, que fácil seria agora infligir toda a dor que ele lhe causou ao longo dos anos, que simples seria agora que ele se encontra nesta posição tão impotente e incapaz de se defender pegar a beata de um cigarro e apagá-la no seu tronco nu ou talvez no pescoço assim sempre ficavam com uma cicatriz a condizer, ou melhor aproveitar se do seu estado de inconsciência e abusar dele assim como assim nem se vai lembrar porque estava inconsciente, que mal teria? Podia continuar a bater-lhe, fazer-lhe as mesmas marcas que ele lhe foi fazendo nos últimos anos, podia, queria tanto, mas tanto, que lhe doesse tanto quanto a dor que ela sentia.

Podia ter feito tanta coisa...mas a porta, alguém tinha que bater à porta, naquele preciso momento em que na sua cabeça só lhe ocorriam variadíssimas maneiras de se vingar de toda a dor e violência, alguém lhe batia à porta, provavelmente o casal do 3º andar, devem ter ouvido o estrondo do corpo do seu marido a cair no chão,  abriu a porta e eles não perguntaram nada, mais uma vez só disseram "ouvimos te gritar" e foi nesse momento que a adrenalina que percorria o seu corpo desapareceu, as lágrimas começaram rolar pela sua face inchada e dorida assim como o sangue que lhe escorria do nariz novamente, começou a sentir tudo de uma só vez, as dores do corpo e as da alma, a mágoa, o arrependimento, a angústia e o medo. 

Aquele medo congelante que sempre a impediu de tomar uma atitude, medo que ele acordasse ainda mais furioso que antes, ou pior...medo que ele não acordasse de todo.

- "Tirem-me daqui, por favor!" Suplicou Aurora.

- "Acabou...já acabou, agora vais ficar bem" disse-lhe Marta, a vizinha, enquanto a abraçava.

- "Acabei de falar com eles, vão mandar o carro de patrulha e uma ambulância, e nós somos tuas testemunhas... foi em legítima defesa" Diogo fez questão de frisar bem a sua última frase, de forma a tentar transmitir alguma confiança a Aurora, que chorava compulsivamente.

- "Eu não queria....eu juro, mas ele...eu não queria...desculpem" soluçava sem conseguir articular uma frase seguida.

- "Desculpa de quê Aurora? A culpa nunca foi tua, agora tens de cuidar de ti, nós vamos te ajudar e tu vais ficar bem, ainda há esperança para ti e agora podes ser feliz"


E assim foi, ficou tudo bem, perante a justiça ficou provado ter sido em legítima defesa e com o passar do tempo as feridas do corpo foram desaparecendo, as da alma...essas demoram mais a sarar, mas eventualmente também irão passar.

Para Aurora houve o que se pode chamar de final feliz, ela conseguiu escapar das mãos do marido e das estatísticas...

E tu?

Vais fazer parte dos números anuais de vítimas mortais de violência doméstica?

E tu, que ouves os gritos ao longe desde o conforto do teu lar, vais ser uma Marta ou um Diogo? Ou vais continuar impávido e sereno a aumentar o som da TV  para fingir que não ouves os gritos?

E tu? Tu que devias ter vergonha nessa tua cara e não tens... Tu que juras mudar, que juras nunca mais lhe tocar, que acordaste tão diferente mas se logo a noite o jogo de futebol correr mal é a ela que vais espancar, porque no fundo quem mais jura mais mente.

Até quando? Até quando vamos ter de assistir a essas histórias reais?

Quantas mais vão ter de tombar e entrar para as estatísticas nacionais para que realmente se comece a fazer algo?

O caminho ainda é longo, muito se fez até aqui, mas ainda não chega, ainda temos muita luta pela frente.

Que nunca se calem as vozes que defendem os oprimidos e os que sofrem.

Que haja sempre uma Marta ou um Diogo por perto.

E a todas as Auroras desta vida, que nunca lhes falte a coragem.


Sombra

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Ele amou-a

Tantos que vieram dizendo que a amavam com promessas ocas, vazias de sentimento. Palavras apenas, que nunca nenhum cumpriu.

Mas ele amou-a.

Com todos os seus defeitos e lacunas do ser... Ele amou-a.

Como se ama alguém assim?

Com tanto por corrigir, tantos defeitos que nem ela gostava... Nunca tinha percebido na realidade o que ele tinha visto nela para a amar.

Até lhe ter perguntado e para sua surpresa ele ter dito que "desde o primeiro dia que ali tinhas entrado".

Nunca lhe tinha passado pela cabeça que em todos esses anos, (quase tantos como aqueles que ela tinha quando ali chegou), ele a via, notava-a no meio de tantas outras que por ali passaram, durante tanto tempo ele viu a com os olhos da alma e ela nem tinha dado por isso, de ocupada que sempre estava entre amores e desamores que a puxavam para o abismo escuro e sombrio, aquele abismo onde quase sucumbiu.

Foi aí que ele a encontrou, embrulhada num manto de medos e anseios, de olhar vazio de esperança e um set de Lego sem instruções no lugar do coração.

Talvez nem se tenha apercebido na altura, do tanto que foi com tão pouco que demonstrava, mas ela soube... 

Ela soube que ali estava segura, ali havia amor, nos gestos e atitudes, não só nas palavras, porque essas também já não lhe diziam muito, de tantas que o vento já lhe tinha levado todas as outras vezes. As palavras bonitas já não lhe faziam assim tanta falta como quando era uma miúda e sonhava.

E de que adianta sonhar se não for para tornar realidade? 

Por isso pegou no sonho, no amor que ele lhe deu e amou-o de volta.

Do sonho nasceu a realidade tão desejada, porque na sua simplicidade e compaixão ele amou-a e ela finalmente encontrou o Amor com que tanto sonhava.


Sombra


domingo, 11 de fevereiro de 2024

Simplesmente difícil

 Não sei mais que escrever. Por vezes falta a inspiração, é raro vir algo do coração. Já é tudo tão "cliché"... Palavras de amor já não têm o mesmo valor de tão gastas que estão. Será mesmo assim? Não sei, talvez com o tempo descobrirei. O amor é algo estranho e confuso. Só pode amar quem se ama a sí próprio, mas se te amares demasiado a ti próprio não vais ter espaço no teu coração para amar mais ninguém. É aqui que entra a dualidade das coisas... Para quê complicar o que é fácil? O ser humano tem uma certa tendência para ligar o "complicómetro", e se isso me irrita...oh como me perturba o estado de espírito pessoas complicadinhas! Porquê que não podem simplesmente aproveitar o que a vida dá? Sem questionar, sem "se's", sem esta insatisfação contínua onde nada chega, onde têm de ter tudo e o que mais houver.
Cada vez mais acho que o ser humano gosta de ser complicado, o mundo evoluiu, a humanidade expandiu os seus horizontes, primeiro além mar, mas como não chegou decidimos querer a lua e quando lá chegámos mesmo assim não chegou tínhamos maaaaais uma vez de complicar querer o que não nos pertence então agora vamos a Marte ou pelo menos tentamos... 
E agora, eu pergunto te, para quê que queres a lua e os seus mistérios, quando não sabes aproveitar o sol e a sua alegria de viver?
Quão arrogante podes ser ao ponto de pensar que podes ter a lua e o sol no mesmo céu?
Não entendes?? Que a lua e o sol quando se juntam só trazem a escuridão do eclipse?
E que eclipse... 
Era tão simples, é tão fácil não magoar os que nos rodeiam se "descomplicar mos", mas sempre gostaste de complicar e de desafios difíceis...
Tinhas o sol a alegrar os teus dias e a aquecer te a alma para poderes sobreviver à noite fria.
Porquê que tinhas de querer a lua??
A lua não aquece, não tem luz própria, é tímida e só aparece para aquele que sabe apreciar a sua beleza tal como ela é, a lua só pode ser apreciada por aquele que sabe aproveitar as coisas simples e descomplicadas da vida, por aquele que sabe aproveitar a solidão da noite. A lua é simples recebe a luz do sol e reflete a da melhor e mais bela maneira possível. Receber e dar de volta, sabes o que isso é?
No fundo é bem simples, cada um dá de si o melhor que tem, tal como a lua e sol.
Cada um nós quer o mundo, os caminhos além mar, o espaço e os seus corpos celestes...
Cada um de nós quer o seu papel principal nas linhas escritas pelo tempo, quando na realidade deveríamos simplesmente estar gratos por fazermos parte da história.
E tu? Tu..sempre tu, nunca te cansas? Não te chega já? Não tinhas já as tuas estrelas?? Porquê que quiseste o sol e a lua também se não sabias dar valor a uma constelação que era só tua?? 
Que necessidade tinhas tu de pôr em causa a luz quente do sol e o brilho resplandecente da lua? 
Pena que a tua arrogância e sede de querer não te deixaram ver que nem a Lua nem o Sol precisam de ti para absolutamente merda nenhuma.
O sol continua a aquecer e a iluminar o dia quer tu estejas ou não, e a lua continua a brilhar na sua noite mesmo que tu não a saibas apreciar.
O sol e a lua...a lua e o sol...e eu a divagar com tanto por dizer e tão pouco que consigo expressar.
Sorte a tua que não ouves o ruído ensurdecedor da minha mente, os meus pensamentos flutuantes que pairam na minha cabeça durante o dia e os sonhos que a ocupam durante a noite.
Que a tua ausência seja de vez e como o Tempo, eterna, e que tanto o sol como a lua na sua simples existência continuem a aquecer e a brilhar para todos aqueles que sabem descomplicar e apreciar a vida e a simplicidade das pequenas coisas.

Sombra

sábado, 28 de julho de 2018

Se Te Amo?

Se alguma vez alguém me perguntar se te amo, acho que nem preciso dizer uma única palavra...
O brilho dos meus olhos denuncia o meu Amor por ti.
Há quem diga que sou louca, completamente sem juízo...
Mas acho que já te disse que os loucos são os mais felizes, e eu que sou tão feliz contigo.
Já te disse que és o meu melhor amigo? Acho que já deves ter dado conta...
Porque uma relação é muito mais do que ●●● (E se nós percebemos bem desse tema), amor, amizade, confiança, fidelidade e honestidade, que sejam sempre esses os pilares da nossa relação.
Porque há lições dolorosas de aprender...
E sabes bem do que falo. 
Que tudo na vida sirva para aprendermos, que me continues a amar como eu te amo, que sejas essa pessoa linda e especial sempre ❤️
Vamos ser felizes do nosso jeito?
Porque ainda me lembro que no dia que te conheci, o meu coração parou, as borboletas invadiram o meu estômago e a minha respiração ficou suspensa "meu Deus...quem és tu é onde é que andaste a minha vida toda?!"
Por mais que tente nunca irei arranjar as palavras certas para descrever o meu amor por ti.
Não sei nada, viraste o meu mundo do avesso, com esse teu jeito de me amar, de cuidar de mim, de me mimar, de me proteger de tudo e de todos.
A única coisa que sei e que tenho a certeza, é que encontrei o amor da minha vida... Que és tu.
Ou ainda tinhas dúvidas sobre isso?!
Eu sei que não ;)
Então se me perguntarem se te amo... É isto ❤️


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Him & I" porque o resto é só isso mesmo... ❤

Perdi a conta aos beijos roubados e desejos calados. 
Se a boca cala o que sente o coração, os teus olhos gritam toda esta paixão.
Que posso eu dizer que já não te tenha dito?
Que podemos fazer para acalmar este sentimento aflito?
Aflito por se expressar, aflito para deixar mostrar.
Mostremos ao mundo então, com que cores pintamos a nossa vida.
Por que houve um tempo em que os meus dias eram cinzentos, sem cor... 
Até que um dia os nossos olhares se cruzaram, as estrelas beberam um copo e brindaram ao nosso amor!
E os meus dias, encheram se luz e cor como uma paleta de tons coloridos, vibrantes e brilhantes...
Ai como as estrelas beberam meu amor... 
Só nós sabemos como são bêbedas as nossas estrelas!
Mas sabes que mais? Ainda bem que assim foi...
Chega de uma vida cheia de "Amo-te" vazios e sem sabor!
Vamos dar cor à nossa vida e encher o nosso futuro de Amor.
Que me ames assim todos os dias, pois eu vou amar te assim "até que a morte nos separe"...
Porque sei que um dia diremos que "sim" um ao outro e se já é deste jeito agora... Nesse dia nada nem ninguém vai conseguir calar este amor!
Porque no final "it's Him and I" e quanto ao resto... É só isso mesmo ❤

Sombra Negra

domingo, 3 de dezembro de 2017

As estrelas beberam antes de escrever a nossa história...

Lembra te disto e nunca te esqueças..
Amo-te. 
Amo-te tanto, mas tanto que até te deixava mudar o meu último nome.
Sempre que te vejo fico tão feliz que nem caibo em mim, mesmo que seja apenas por breves minutos... sabe me sempre pela vida, é como encontrar um oásis no deserto!
Vieste aquecer o meu coração com esse teu jeito de me amar.
Devolves te me o sorriso e o brilho do olhar...
Deste cor aos meus dias e iluminaste a escuridão do meu ser. 
Cada momento que passo contigo, é como se ganhasse vida.
Os teus beijos são como uma lufada de ar fresco e o teu abraço é o que me faz saber que tudo isto é real e não só um sonho.
Meu Puddin...meu Babyboy...Amor da minha vida...Príncipe...minha Paixão... És meu mesmo não sendo. 
Porque apesar de não termos escolhido gostar um do outro, o Amor escolheu nos aos dois...
E as estrelas...? bem já sabes o que essas bêbedas fizeram...

Sombra

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

De braço dado com a saudade...

 Não sei quem inventou a saudade,
Só sei que quem a inventou nunca deve ter amado alguém
A cada dia que passa, a saudade abraça me e um bocadinho de mim morre com esse abraço fatal.
Os dias vão passando e com eles, a saudade aumenta e a tua presença diminui...
Sei que nada disto estava previsto, mas o facto é que aconteceu...
Os nossos olhos cruzaram se nos corredores e o teu sorriso levou o meu coração..
E agora amor, como resolvemos esta situação?
Só há uma maneira de matar a saudade...
Sabes como?
Com o teu abraço.
Mas até que chegue esse dia, eu espero aqui de braço dado com a saudade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quem nunca Amou que atire a primeira pedra...

Nem sei o que me deu, 
Ainda hoje não percebo o que fizeste comigo... 
Só sei que no dia que te vi o meu coração ficou contigo.
Fiquei à espera que no devolvesses mas em vez do meu deste me o teu...

E agora meu amor?
Como vai ser? 
Que será de nós que não nos podemos ter... 
Não sei que Fado iremos ter, 
mas deixemos o rio seguir o seu leito pra que juntos possamos ver 
o que irá acontecer.

Se é certo ou errado...
Quem nos pode julgar?
Quem nunca amou que atire a primeira pedra...
Mas meu amor 
Uma coisa eu sei, 
certo ou errado...
Eu sempre te amarei.


Sombra

sábado, 15 de outubro de 2016

Já te disse hoje?


 Às vezes pergunto me se não podia ser mais fácil amar te. É um desejo constante, que me consola e me consome. Querer te para mim e não te poder ter... Será que algum dia irei aprender? Amo-te mesmo sabes? Claro que sabes, se não nem estavas a ler estas linhas que escrevo sobre ti, sobre mim... Sobre nós. 
É mais forte que eu e nem sei explicar, o que sei é o que sinto e o que sinto é mais forte que tudo o que já senti... Sinto sobretudo a tua falta quando não estás, às vezes choro, sim eu também choro, uma Sombra também tem as suas fraquezas...
Mas o que não me mata torna me mais forte não é? Às vezes não sei se é um DNV se é só a saudade a apertar. Mas uma coisa eu sei e que não posso nunca duvidar, é que tu me amas. Quando eu nunca sequer imaginava que olhavas pra mim, tu amavas me.
Olha só o que me fazes?! Achas bem fazer me rir e ficar com que cara de tonta apaixonada??
Ainda bem que achas, eu também acho. 
Amor, já te disse hoje? Sei que sim...
Mas pra que não restem dúvidas...
Amo-te.

Sombra 

Se tu soubesses o quanto eu te amo...



Sabias que sonho contigo?
Tentei pensar no significado da vida, mas voltei a lembrar me de ti...
Pois vieste dar um novo sentido à minha vida.

Já sorriste hoje? Eu já...quando me lembrei do teu sorriso.
Estavas tão lindo esta tarde...na minha mente claro, porque hoje não te vi.

Sabes, o branco fica te bem... 
Mas gosto mais de te ver sem nada.

Estou a divagar, é um facto.
Aliás hoje estava a assobiar no corredor,
E perguntaram me "estás feliz uhm?"
E eu sorri porque me lembrei que era por causa de ti que estava assim.

Dói me o pescoço sabias? 
A culpa é dos teus beijos...
És muito alto, mas eu não me importo, nada mesmo.

Há quem diga que o amor vem de onde menos esperamos 
E a prova que isso é verdade, és tu.
Nunca pensei...até aquele dia da nossa despedida.

Mas aí tive a certeza, que aquela despedida era só o início.

Ai meu amor, se tu soubesses...
Se tu soubesses o quanto eu te amo
Mas espera...

Tu agora já sabes...
E eu também já sei, 
Que no meio disto tudo
Não fui a única que me apaixonei.

Sombra

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ele e Ela...

Era a sua primeira semana no novo emprego, quando tudo aconteceu. Quando ela menos esperava, ela conheceu o.
Na realidade ela não andava sequer com o intuito de abrir de novo, o seu coração a alguém. Na verdade o que ela tinha era medo… Medo de o perder, mesmo sem ainda ser seu. Medo porque sempre que se apegava a alguém essa pessoa acaba por sair da sua vida.
Contudo naquele dia, os astros alinharam se e o sol brilhou para os dois.
Numa manhã ao passar ocasionalmente naquele piso ele viu a, sorriu e apresentou se, “Olá, prazer eu sou o Rafael” e numa fração de segundos tudo mudou.
Seria o seu sorriso? A sua voz? O seu charme? Ela não conseguia perceber o que era, a única coisa que conseguiu pensar foi “meu Deus...onde andaste tu durante a minha vida toda?!” enquanto discretamente e timidamente respondia “muito prazer...eu sou a Bella” e dizendo isto, pediu licença e saiu.
Bem, na realidade ela fugiu, ou se preferirem retirou-se se estrategicamente… Ela tinha de sair dali! Já não estava a conseguir conter aquele estranho sentimento que subitamente a invadia. Sentia se uma miudinha tonta com vontade de sorrir só porque sim...e aquelas borboletas no estômago? Juntamente com aquele nervoso miudinho. Já não se sentia assim há tanto tempo que nem sabia como reagir. Depressa ela percebeu o que era o dito “amor à primeira vista”, e assim foi durante meses sem que ele soubesse ela suspirava por ele, pois na verdade no primeiro dia que o viu ela apaixonou se por ele. Mas… ao contrário do que ela pensava, ela não era a única a sonhar acordada e a fazer de propósito para fazer equipa com ele. Ele estava tão apaixonado por ela que lhe chegava a faltar o ar, por vezes quando não a via era como se lhe roubassem o chão. E assim foi durante muito tempo, gostavam um do outro e nem sequer imaginavam. Sem dar muito nas vistas ele era muito querido e cuidadoso com ela, e ela derretia se por ele mas sem o demonstrar. Ela metia se com ele, na maioria das vezes gozando com ele por qualquer coisa ou fazendo uma piada sem nexo só para o fazer rir e ver o seu sorriso adorável. Apesar de nunca lhe ter dito que gostava dele havia uma estranha e agradável ligação entre eles...uma espécie de química. Dia em que fizessem equipa era boa disposição na certa, no fundo porque se adoravam. E desta forma ela apegou se a ele… E lembram se porquê que ela não se queria apegar a ninguém? Exatamente, ele ia se embora, uma oferta melhor tinha surgido e era uma questão de dias até desaparecer da vida dela e ela da dele. Mas esta história até que tem um início feliz.


(Sim início, pois como num ato de magia houve a tão esperada reviravolta)


Ainda hoje eles não sabem o que aconteceu…
O que é certo é que por obra do acaso ou por conspiração dos astros, lá ganharam coragem pra dizer um ao outro o que sentiam…
E não é que valeu a pena?
Agora já não sofrem mais em silêncio, agora já não precisam de esconder aquela espécie de amor que tem um pelo outro… Agora suspiram a cada olhar que trocam, agora riem após cada beijo, agora tudo mudou, tudo é novo, tudo é melhor!


Agora ele é o motivo do seu sorriso e da sua inspiração…
E ela é o seu O2 e a sua razão para voltar a sentir se vivo…

Agora, eles são felizes.

Sombra

sábado, 1 de outubro de 2016

Afinal...eu gosto de ti.

Respira fundo
Não corras porque a vida são dois dias e um já passou
O rio continua o seu percurso quer tu corras quer, quer tu vás devagar

Grita
Se tiveres de gritar ao mundo o que vai dentro de ti, grita como se não houvesse amanhã
Desta vida levamos o que cultivamos
Por isso faz te ouvir enquanto cá estás

Sorri
A vida acontece mesmo que chores
Mas se sorrires a vida tem outro encanto

Apaixona te
A vida é curta, se tiveres que perder tempo que seja a amar alguém
E se tiveres que gostar de alguém, que seja de mim…

Porque afinal...eu gosto de ti.

Sombra

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Tempo

A noite caiu
O sol desapareceu do meu céu
A lua sorriu
E deu me um beijo teu.


Já não cantam mais os pardais da Serra
O outono chegou e levou o calor do nosso amor de verão
O sol de inverno veio e com ele a memória de um amor perdido no tempo.


O tempo cura tudo, não é o que dizem?
Talvez seja incurável isto que sinto…
No fundo e na verdade nunca me quis curar desse doce, louco e eterno amor.


Não sei como acaba o dia hoje,
Quanto mais o que será o amanhã…


Às vezes ainda dou por mim a sonhar
Com o que em tempos foi uma realidade.
Quanto ao tempo, esse foi duro para nós…


Mas enquanto o tempo for tempo e as linhas da nossa vida se cruzarem quem sabe o que o tempo nos reserva?


Uma coisa eu sei, o tempo perdido não volta atrás
Cabe nos a nós saber aproveitar o tempo que nos resta.


Como? Não sei.
Mas talvez com o tempo descobrirei…



Sombra

segunda-feira, 9 de março de 2015

E viveram felizes para sempre...

O momento da verdade havia chegado... A hora do "aceito"


estava prestes a acontecer, mas naquele que era suposto ser o dia mais feliz da sua vida, estava a ser o dia em que se sentia mais infeliz. Seria o sítio?  Talvez fossem as pessoas... O vestido era o dos sonhos dela, portanto não era isso que a entristecia. O dia estava soalheiro porém dentro de si havia apenas e só mágoa e saudade, que mais parecia uma tempestade chuvosa no seu coração. Permaneceu imóvel, como que anestesiada pela dor que estava a sentir, a mesma dor que sentiu anos antes, quando perdeu o amor da sua vida. E nesse momento percebeu o que estava errado naquele cenário. Não era o vestido, nem as pessoas, nem o sítio muito menos era o estado do tempo que a incomodava. O noivo. Ora vejamos o noivo: bom rapaz trabalhador, amigo, carinhoso, paciente, tratava a como uma princesa,  tinha a cabeça no lugar, e amava-a...  Um sonho de homem. Mas era ele mesmo, que ela sentia que não estava bem naquele cenário. Não que ele fosse má pessoa, bem pelo contrário. Contudo não era o amor da sua vida.  Esse era o problema. Ela nunca o havia esquecido, ainda na noite antes do "grande dia" tinha tido um ataque de choro e de saudades por ele, porém para disfarçar usou o stress como desculpa. Era impossível esquecer o seu grande amor, por muitos anos que passassem, ela não o deixava de amar. E escondeu toda a saudade,  toda a dor de não o poder amar durante todo esse tempo que teve longe dele, (não porque ambos quisessem, mas porque a vida foi dura para com eles). O amor que sentiam um pelo outro era forte e verdadeiro de mais para ser esquecido nas linhas do tempo,  e a sua história de amor tinha linhas de mais, que jamais poderiam ser apagadas enquanto o tempo fosse tempo e ambos existissem. Ela continuava estática e gelada, como uma estátua de gelo. O reverendo estava a espera que ela respondesse, (isto pois o tempo foi passando e ela nem se apercebera disso), assim como todos os convidados e o noivo. Já ali estava,  ja não havia grande coisa a fazer ou a dizer, além disso não havia motivos aparentes para dizer que não. Antes de responder,  olhou uma última vez à sua volta, e foi então que ao olhar para o fundo da capela, viu,  encostado à ombreira da porta lá estava ele, o seu grande amor, olharam se nos olhos e ambos choraram. Ambos entenderam que todo aquele tempo tinham sofrido em silêncio por se amarem. Ele sorriu lhe, ela pediu desculpa ao noivo, à familia aos restantes convidados e correu na direção daquele que realmente amava, abraçou o e ele pegou lhe ao colo e saiu com ela. Saíram não só dali como daquela cidade, daquele país. Partiram para longe em busca de um novo começo a dois. Partiram sem olhar para trás. 
Partiram para se poderem amar sem ninguém para os separar...

Sombra

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Just in case... LOVE is the best way.

Pelo sim, pelo não, nunca digas desta água não beberei nem tomes nada na vida como certo. A vida dá muitas voltas, e quem sabe o que ela te reserva. Vive um dia de cada vez, aproveita cada momento com as pessoas que amas como se fosse o último. Aproveita as pequenas coisas, e dá valor às coisas simples. Ama quem te dá valor. Respira fundo e verás que tudo vai correr bem, não desesperes porque a vida são dois dias e um já passou. Ama-te, sê feliz. Ama alguém e faz dessa pessoa o teu mundo. Faz o bem e não te preocupes com quem faz o mal que desses encarrega-se a vida. Mas acima de tudo isto.... Ama-me porque amares me faz nos bem.
"Saiba que o simples perfume de uma flor  
Pode vir a ser um grande amor na sua vida 
Não gaste palavras pra viver 
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras 
Não maltrate o coração que dedicou ao seu sorriso as suas batidas 
Será livre pra sentir anseios de uma paixão, a ser uma história linda"- Natiruts, Sorri Sou Rei
Sombra 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Só sei o que não sei

Tenho uma dor
Mas não sei onde me doi
Não tem textura nem cor
Nem sei ao certo de
Onde vem esta dor...
O que sei, é o que sinto
E o que sinto é isto
E apenas nada mais do que é.
Dor de alma, não será...
Dor de coração, não é assim...
Dor de pensar... Pensar que te perdi.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

"Quem és tu?"

Eu sou aquela cujo nome tem como significado "bela e formosa ao olhar". Eu sou quem nunca, ninguém antes foi. Única na maneira de ser e de pensar. Eu sou a Sombra de alguém. Um alguém que usa uma capa, por baixo dessa capa esconde-se a verdadeira essência do meu eu. Uma pessoa doce, meiga, frágil e sonhadora, essa sou eu para quem realmente merece. Para o mundo sou esta que todos conhecem e vêem, dura, com resposta para tudo e todos, com um "quê" de rebeldia à mistura, resmungona e, por vezes, até com um ar de superioridade, essa é a minha capa. Eu sou aquela que mudou, e lutou contra um Mundo, só para te poder amar. Eu sou quem tu mais odeias por tua já não ser e que desejas loucamente por tanto amares. Eu sou aquela, pequena e inocente "Lolita" por quem tu tudo fazias e arriscavas. Eu sou aquela que paira no teu pensamento de dia e de noite, assombra os teus doces sonhos. Eu "sou o que tu queres e não queres ter, aquilo que odeias e temes perder"Eu sou aquela que criou chuvas de risos e mares de alegria na tua vida. Eu sou aquela que contigo viveu a mais bela e trágica história de Amor a seguir à de "Romeu & Julieta". Eu sou aquela que perdeste e outro achou. Eu sou aquela que te guarda no coração até ao fim. 
Eu sou Lolita para ti e Rebeca para o Mundo!

Sombra